Ateus e cristãos disputam sobre permanência de cruz em local público nos EUA

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Pouco depois de declarar que tiraria uma cruz instalada no Finley River Park, a prefeitura da cidade americana de Ozark, no estado do Missouri, disse que ainda espera uma solução para tentar manter o símbolo cristão naquele espaço. A ação foi movida pela Freedom From Religion Foundation (FFRF), entidade ateísta que alega ser ilegal a manutenção de símbolos religiosos em lugares públicos.

Após ter comunicado à imprensa a decisão de remover a cruz, o prefeito Rick Gardner voltou atrás e disse que ainda é muito cedo para esta atitude. O impasse aconteceu diante de centenas de pedidos que a prefeitura recebeu para manter a cruz, que fica iluminada à noite. “Ouvimos os pedidos e concordamos com eles. Agora estamos avaliando todas as nossas opções para lidar com essa situação.”

Um dos argumentos do prefeito para tentar manter a cruz, é de que a cidade tem maioria cristã. “Isso faz parte de Ozark. Este é um Condado cristão, pelo amor de Deus”, disse o prefeito, que apesar disso admite a dificuldade de deixar o símbolo religioso no parque. “A questão é constitucionalmente complicada e não deverá ser resolvida pela corte popular”.

Centenas de pessoas da cidade, que tem cerca de 20 mil habitantes, estão se manifestando, por cartas e pelas mídias sociais, em apoio à manutenção da cruz. “Esta queixa é de fontes externas, de pessoas que nem sequer vivem em Ozark”, escreveu Dana Carlo Preator. A FFRF, porém, alega que a ação foi motivada por um morador da cidade. “Não importa se 99 em cada 100 pessoas pensam que uma cruz pode estar em lugar público. Vivemos em um país com grande diversidade religiosa e isso deve ser respeitado”, disse a diretora jurídica, Rebecca Markert.

Fé e lei

Dedicada à separação constitucional entre Igreja e Estado, a Freedom From Religion Foundation, que existe desde 1976, foi fundada por duas mulheres e atualmente tem cerca de 20 mil membros – destes cerca de 400 vivem no estado do Missouri, onde acontece o embate entre lei e fé. A entidade atua em todo território americano e conta com quatro advogados que movem ações por todo o país.

No caso de Orzak, a FFRF explica que as próprias autoridades emitiram uma declaração indicando que a cruz exibida em seu parque violava a Constituição e que por isso eles não conseguiriam vencer a ação. “A Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos proíbe o governo de fazer qualquer lei a respeito do estabelecimento da religião. A Suprema Corte dos Estados Unidos interpretou esta cláusula, geralmente conhecida como Cláusula de Estabelecimento, para proibir itens como a cruz de serem exibidos pelo governo em propriedades públicas.”

Manifestações de fé são as mais contundentes. Ragan Thompson-Sartin escreveu. “Se você não permanecer em Deus, você falhará e cairá. Minha família e eu acreditamos que muitos não suportarão se cruz for removida. Mantenha a cruz!”. Deverine Hawkins disse: “Bem, eles não precisam visitar se acharem ofensivo.”

Opiniões contrárias também têm sido manifestadas, embora em muito menor quantidade: “Se as pessoas quiserem exibir cruzes, há muitas maneiras legais de fazer isso em propriedades privadas. Não há razão para forçar os cidadãos de um país secular a apoiar uma exibição ilegal em terras públicas”, disse Ian Brett Cooper.

A notícia está repercutindo nos Estados Unidos, país de maioria cristã. Se depender da maioria dos cidadãos, a cruz de Ozark deverá permanecer. 

Diante da nova posição do prefeito, os habitantes aguardam a decisão definitiva para saber se a cruz será removida ou mantida no parque da cidade.



Fonte: Guia me

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