Jack Wilson, de oito anos, estava em uma visita de fim de semana à casa de seus avós em meados de dezembro de 2016, quando informou a sua avó que seu nome era, na verdade, Jacquelyn.

“Vovó, meu nome é Jacquelyn”, ele disse enquanto entrava sentava-se à mesa da cozinha para o almoço. Ele tinha acabado de ganhar presentes de Natal de amigos de sua avó, mas haviam sido comprados para um garoto e ele estava visivelmente chateado.

“Por que esse é o seu nome?”, perguntou Amanda Wilson, sua avó, em resposta enquanto colocava um prato de frango e arroz à frente dele, na mesa frente dele.

Ele respondeu: “Porque eu sou uma menina agora.”

“O que faz você pensar que é uma garota?”, ela perguntou.

“É o meu gênero“, disse ele.

Ela insistiu na conversa: “Bem, o que é um gênero?”

Ele olhou para ela, confuso, e disse: “Eu não sei”.

Amanda Wilson não viu seu neto dois anos após essa conversa e todos os dias ela quer abraçá-lo, mas não pode. Sua filha, Marissa e a parceira começaram a acreditar que o pequeno Jack era realmente uma garota em torno de três anos atrás e porque avó não concorda com a ideologia de gênero, a filha cortou todo o contato com ela, e não permite que ela e o marido para vejam o pequeno Jack novamente.

Pouco depois de Jack completar 7 anos, Marissa e sua esposa animadamente anunciaram na mídia social que Jack era uma menina e “mal podiam esperar para iniciá-lo no processo de transição de gênero”, usando bloqueadores da puberdade em dois anos quando ele completasse 9. Elas postaram uma foto da esposa de Marissa e Jack do lado de fora um hospital infantil que abriga uma das 55 clínicas transgênero que agora operam nos Estados Unidos.

A conta da mídia social que a filha de Amanda Wilson tinha foi desativada e avó não tem mais as palavras exatas da felicidade de sua filha em iniciar Jack com bloqueadores da puberdade, mas ela ainda tem a foto.

A pedido da avó do pequeno Jack, o The Christian Post está usando pseudônimos neste relatório e alterou ou removeu detalhes de identificação para manter seu anonimato. Embora tenha sido batizada como metodista, Wilson não é filiado a nenhuma religião específica, mas preferiu falar ao site cristão porque achava importante que a voz de uma avó fosse ouvida à medida que mais pais falassem sobre sua mágoa de perderem seus filhos para a ideologia de gênero. Ela tambpem procurou muitos jornalistas seculares, mas sem sucesso.

Histórico

Em 2008, Marissa, que mora em Portland, Maine, estava em um relacionamento com um homem, ficou grávida e deu à luz Jack em 2009. Esse relacionamento terminou logo após o nascimento de Jack. Apenas alguns anos depois, quando Marissa estava com 26, ela se assumiu lésbica e começou a namorar uma mulher. Aproximadamente 16 meses depois, elas se casaram em junho de 2013. Sete meses depois do casamento, sua esposa se assumiu transgênero, adotou um nome masculino e começou a tomar hormônios masculinos. As duas se separaram no ano passado e agora dividem a custódia de Jack.

Amanda Wilson, que é da área de Boston e agora mora em Amesbury, Massachusetts, primeiro pensou que algo parecia estranho no início de fevereiro de 2016 em um evento onde Jack estava com sua mãe e ele estava brincando lá fora. Ela notou que ele usava uma jaqueta de leopardo de uma menina com pêlo rosa em torno dos punhos e capuz.

Várias semanas depois, em 1º de maio, ela recebeu uma carta no correio de Marissa dizendo que Jack era uma garota transgênero e que, se a família e os amigos não a apoiassem nessa nova identidade, ela e a então namorada cortariam relações com todos, impedindo-os também de ver o pequeno Jack. Eles passaram a chamar Jack de “Jacquelyn”, observando que eles permitiriam que as pessoas o chamassem de “Jackie” como apelido porque Jack ajudava a escolher esse nome, mas eles pessoalmente preferiam Jacquelyn.

“Parece que tudo isso aconteceu da noite para o dia”, disse Wilson em uma recente entrevista ao ‘Christian Post’.

Além da ex-esposa de sua filha ter feito a transição e ter ouvido sobre isso brevemente nas notícias no rádio, ela não estava informada sobre a ideologia de gênero e não era alguém que acompanhava a política de modo algum.

No entanto, quando recebeu a carta, não sabia o que fazer, porque embora ela e o marido não acreditassem, eles queriam fazer o melhor para descobrir o que estava acontecendo. Amanda começou a fazer sua própria pesquisa on-line para encontrar informações sobre crianças que acreditam que são transgênero.

No primeiro ano, Amanda e seu marido decidiram reagir o mais naturalmente possível, especialmente quando Jack estava com eles, mas isso logo mudou. Eles às vezes tinham Jack em casa por um fim de semana e apenas o deixavam se divertir e brincavam com ele. Eles tentaram não prestar muita atenção às questões de gênero em volta dele em casa.

“Mas toda vez que o mandávamos de volta, minha filha ficava desapontada por alguma coisa”, disse a avó do garoto, explicando que Marissa ligava para ela e a repreendia por não ter afirmado suficientemente o quanto ‘Jack é uma menina’.

O que Amanda Wilson descreve como “gota d’água” ocorreu há pouco mais de dois anos, em fevereiro de 2017. Ela e seu marido receberam o neto em casa, no fim de semana e Marissa vestiu o garoto com um vestido leve e sem mangas, mas as temperaturas estavam abaixo de zero e eles tinham vários centímetros de neve no chão. Por estar tão frio, Wilson lavou o que Jack tinha usado no dia anterior – uma blusa de frio da Cinderela (Disney) com letras douradas e jeans de menina – para que ele pudesse ficar quentinho quando o levassem para uma festa de aniversário para a qual iriam no dia seguinte.

Jack se divertiu na festa de aniversário, disse Amanda Wilson, lembrando de como ele estava rindo e brincando com as outras crianças na neve com seus trenós.

Mas Marissa ficou furiosa e “totalmente assustada” quando descobriu que Jack não estava usando o vestido de verão enquanto estava aos cuidados de seus avós naquele fim de semana.

Engano

Duas semanas após os Wilson receberem a carta anunciando que “Jack era uma menina”, sua filha os convidou para conhecer uma assistente social clínica para aliviar suas preocupações. Os dois se encontraram com ela na semana seguinte.

“Ela basicamente nos disse: ‘deixe-o explorar seu gênero'”, disse Amanda.

A assistente social parecia graciosa e ela parecia compartilhar das preocupações que tinham de que o cônjuge de sua filha tinha alguns problemas de raiva descontrolada, observou Wilson. Mas ela não ouvira, como Marissa dissera a Wilson, que Jack fora diagnosticado com disforia de gênero.

Amanda ficou extremamente confusa, pois o que ela ouvia de sua filha estava em conflito com o que o assistente social estava dizendo. Quando ela falou sobre isso mais tarde em um telefonema com a filha, Marissa ficou muito brava e depois disse que haveria outra reunião com todos os quatro, os Wilsons, Marissa e sua esposa. Amanda e o marido concordaram em ter a reunião.

“Bem, isso aconteceu apenas um mês depois e a assistente social teve uma atitude totalmente diferente”, lembrou Wilson. “Ela olhou para mim nos olhos e disse: ‘Sua neta não pensa que é uma menina. Ela é uma menina.”

Amanda ficou chocada. Ela mal podia acreditar que essa era a mesma mulher que foi tão compreensiva e gentil algumas semanas antes na reunião anterior.

A agonia de uma avó

“Eu choro muito”, disse Amanda Wilson sobre a tristeza com a qual ela agora vive diariamente. Ela tem visto um conselheiro para processar sua angústia contínua, mas hesita em tomar medicação para depressão.

Em suas conversas on-line com outras mães, ativistas e alguns jornalistas que resistem ao ativismo ideológico e medicalização transgênero, o suicídio é um tópico que surge em alguns contextos em suas conversas.

“Na verdade, houve momentos em que achei que poderia fazer isso”, disse Wilson, com a voz hesitante. “Mas eu não quero falar muito com outras mães sobre isso, porque eu não quero colocar ideias [suicidas] em suas cabeças”, ela disse entre lágrimas.

Amanda acredita que ela tem se mantido firme em sua luta, porque foi vítima de um trauma sexual na infância. O abuso começou antes mesmo dela completar 6 anos e durou muitos anos, ela disse ao Christian Post.

“E, claro, nessa idade, eu não sabia que estava sendo abusada quando estava sendo abusada”, disse ela.

Sua luta atual para tentar resgatar seu neto fez com que muitas dessas lembranças horríveis ressurgissem, e a dor é particularmente forte.

“Eu tenho 57 anos de idade. Eu estou muito além disso. E agora, não é como um gatilho, mas trouxe tudo de volta. Eu acho que isso me faz lutar ainda mais. Eu vejo que isso é errado. Eu sei que é errado”, ela elaborou, prometendo continuar.

“Foi errado o que aconteceu comigo quando criança, mesmo que eu não soubesse na época que era errado. Mas agora eu sei. E é isso que está acontecendo com meu neto. Mas a diferença é que ele não vai saber que é errado, até que ele tenha idade suficiente para dizer que está errado, e até lá ele provavelmente vai sofrer uma lavagem cerebral, mas ainda não saberá que está errado”.



Fonte: Guia me

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