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Bispos chilenos oferecem renúncia coletiva ao papa por escândalo de abusos

Luis Fernando Ramos Perez
Bispo chileno Luis Fernando Ramos Perez lê comunicado após encontro com papa Francisco no Vaticano. (Foto: REUTERS/Max Rossi)

Após três dias de reunião a portas fechadas para discutir formas de enfrentar os escândalos de pedofilia na Igreja Católica do Chile, 34 bispos pediram renúncia de seus cargos. O pedido foi feito depois que o grupo recebeu das mãos do papa Francisco uma carta com o resultado da investigação.

O documento informava que a cúpula da igreja chilena seria responsável por vários erros ao lidar com casos de pedofilia. Os bispos são acusados de ignorar denuncias e destruir provas.

A renúncia coletiva foi assinada por 31 bispos em atividade e três eméritos. Os sacerdotes pediram desculpas às vítimas, ao papa e aos católicos. O Vaticano ainda não informou se o papa aceitou o pedido de desligamento.

“À luz destes dolorosos eventos relativos aos abusos de menores, de poder e de consciência, aprofundamos a gravidade da situação e as trágicas consequências sobre as vítimas”, disse o papa.

O início de tudo

Tudo começou em 2015, quando Francisco decidiu nomear como bispo o padre Juan Barros, 61 anos, suspeito de ter ajudado a acobertar casos de abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima, 87. O próprio Vaticano condenou Karadima por violência sexual contra menores

Em sua visita ao Chile, em janeiro, o Papa chegou a dizer que as denúncias contra Barros eram “calúnias”, o que provocou a ira das vítimas e críticas até do cardeal Sean O’Malley, líder da comissão antipedofilia criada pelo pontífice.

Já na viagem de volta a Roma, Francisco pediu desculpas por ter contestado os relatos das vítimas, e, pouco depois, enviou Scicluna para aprofundar as investigações no país latino. O relatório produzido por ele tem 2,3 mil páginas e depoimentos de 64 vítimas e parentes de pessoas afetadas por casos de abuso.

Após ler o documento, que cita outros episódios de acobertamento, o papa admitiu que cometera “erros de avaliação” sobre o escândalo e convidou as vítimas para o Vaticano.

O papa solicitou a abertura de uma investigação que culminou com a apresentação do documento à cúpula da Igreja Católica e consequentemente ao pedido coletivo de renúncia. Com informações de Reuters



Fonte: Gospel Prime

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