Bolsonaro apara arestas com nações árabes e envia carta a Israel

As relações diplomáticas do Brasil com países árabes vem ocupando as manchetes da grande imprensa por conta da promessa do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de fazer a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém. A ideia desagrada as nações inimigas de Israel, e especula-se que os árabes deixariam de comprar produtos agrícolas do Brasil.

No entanto, as representações diplomáticas dessas nações organizaram um jantar com o presidente Bolsonaro e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), João Martins, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmaram, ao final do encontro, que o Brasil é um país aberto ao comércio com todos os países do mundo.

Segundo Tereza Cristina, a reunião serviu para falar das relações comerciais entre o Brasil e os árabes. A ministra aproveitou para falar sobre a comunidade muçulmana que vive em território brasileiro. “Hoje, um milhão e meio de brasileiros professam a fé revelada pelo mensageiro Maomé, e muitos milhões mais descendem de imigrantes de países que integram o universo cultural islâmico”, declarou.

O assunto envolvendo a embaixada foi deixado de lado pelas autoridades brasileiras, sendo comentado apenas pelo embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben: “Este conflito não é do Brasil, fiquem onde vocês estão. Fiquem longe deste conflito e vocês ganharão o mundo”, afirmou, de acordo com informações da Gazeta do Povo.

Holocausto

No encontro com pastores no Rio de Janeiro, na última semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o holocausto de judeus promovido pelo nazismo, no século passado, jamais poderia ser esquecido, embora alguns pudessem perdoar.

A afirmação gerou mal-estar, e para evitar que o caso se transformasse em um ruído maior na comunidade judaica, o presidente tratou de enviar uma carta de retratação. “O perdão é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto”, disse Bolsonaro na missiva.

“Ao povo de Israel: deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém: ‘AQUELE QUE ESQUECE SEU PASSADO ESTÁ CONDENADO A NÃO TER FUTURO’. Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus. Já o perdão, é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio”, diz a íntegra da mensagem aos israelenses.



Fonte: Gospel Mais