Cristã vai a maternidade para realizar cultos com mães que tiveram filhos prematuros

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Ao ver o exemplo do maestro Paulo Torres, que toca violino em hospitais, a doutoranda em Engenharia Elétrica Ana Watanabe se sentiu inspirada para fazer o mesmo. Paulo foi professor de seu filho e percebeu em seu exemplo uma forma de abençoar vidas.

Ana também é professora na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde se formou. Apesar de sua vocação profissional, foi nos quartos da maternidade Darcy Vargas, em Joinville, que ela passou a usar outros dons que possui.

A professora soube que o maestro Paulo Torres viu uma pessoa sair do coma enquanto ele tocava um hino cristão no violino para ela. Foi em 2013 que seu filho, Guilherme, passou a ter aulas com Paulo, então ela ficou sabendo do acontecido que lhe inspirou.

Ana se sentiu muito impressionada e conversou com seu filho, sugerindo que eles pudessem fazer a mesma coisa. Um ano depois, a maternidade respondeu a petição de Ana, mas nesse tempo seu filho havia se mudado para São Paulo por causa dos estudos.

“Quando me retornaram, pensei: ‘E agora? Eu não sei tocar violino, não sei cantar… Talvez eu possa fazer alguma coisa, como entrega de livros, visitações. É um trabalho simples, mas que leva um pouco de carinho e amor às mulheres neste momento tão especial”, pensou.

Na ativa

Há quatro anos ininterruptos, Ana comparece à maternidade junto a um grupo de mulheres que a ajudam neste projeto. Mesmo com a agenda cheia, das viagens e do doutorado, ela e suas companheiras visitam todos os quartos, oram e cantam.

Mas, há algo em especial. Ana tem uma atenção a mais para os bebês prematuros. A professora presenteia os pequeninos com polvos de crochê e convidam as mamães para participar de um culto na capela do hospital.

“Tentamos fazer amizade. As mães têm aceitado bem o nosso culto. Cantamos alguns hinos e fazemos uma curta meditação. Em datas comemorativas, levamos presentinhos, fazemos alguma ação. E, quinzenalmente, aos sábados, levamos corais, crianças”, disse ela.

As crianças são fruto de uma parceria que ela fez com um escola adventista da cidade. Ana também comenta que ajuda com doações de leite e fralda, que algumas mães necessitam.

Frutos

Ana lembra de um caso específico que a marcou, como resultado deste trabalho. Ela fala de Evandra Damaceno, uma mãe que deu à luz um bebê prematuro, Sophia Vitória, que nasceu em 2017. Ela chegou ao mundo com apenas cinco meses de gestação, pesando 595 gramas.

Por conta das complicações, a bebê precisou ficar internada da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e passou por vários procedimentos cirúrgicos. Foram quatro meses de permanência na maternidade.

Sophia nasceu com apenas cinco meses de gestação, pesando 595 gramas. (Foto: Reprodução).

“Eu estava completamente abalada. Os médicos só me diziam que ela não ia sobreviver, e o conforto das palavras dos voluntários me ajudava bastante”, lembra Evandra. Durante esse período, Ana se aproximou de Evandra e ofereceu ajuda. Toda a semana, a mãe de Sophia comparecia ao culto oferecido na maternidade.

A amizade entre as duas foi tão benéfica que hoje Evandra recebe estudos bíblicos via videoconferência ministrados por Ana. Ela mora em uma cidade vizinha à Joinville. “Ela já levou a bebê na nossa igreja, e agora estudamos a Bíblia todas as quintas”, conta Ana.

“A alegria invade meu coração ao poder ser útil ao nosso semelhante. Eu sinto que é um presente de Deus poder fazer parte deste serviço de voluntariado. Se entregarmos nossos talentos, tempo e dinheiro a Deus, Ele permite que trabalhemos em sua obra, dando-nos condições de realizá-la”, finalizou.



Fonte: Guia-me

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