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Cristãos do Afeganistão que fogem para países vizinhos correm risco de serem enviados de volta

Todos os dias milhares de afegãos deixam o país em busca de um lugar seguro longe do Talibã. O grupo militante islâmico surgiu em 1994 de grupos da fronteira do Afeganistão e do Paquistão que lutavam contra a invasão soviética em território afegão desde 1979. Em agosto, o Talibã reassumiu o controle do Afeganistão e desde então os cristãos se tornaram ainda mais vulneráveis à perseguição por causa da fé.

O colapso da economia piorou uma situação que já era delicada e, como resultado, mais de 2 milhões de afegãos fugiram para países vizinhos e mais de meio milhão foram deslocados internamente. Porém, muitos dos que conseguiram chegar em outros países são enviados de volta quando são descobertos.

O número de deportados do Paquistão, Irã e Tajiquistão está aumentando. Um parceiro da Portas Abertas disse que algumas pessoas saem do Afeganistão atravessando um rio a nado, mas os guardas da fronteira os mandam de volta se os encontrarem.

No Afeganistão é impossível viver abertamente como cristão. Deixar o islamismo é considerado vergonhoso, e os cristãos ex-muçulmanos enfrentam terríveis consequências se a nova fé for descoberta, eles precisam fugir do país ou serão mortos.

Na Lista Mundial da Perseguição 2021, o Afeganistão aparece como o segundo país em que os cristãos são mais perseguidos. No Afeganistão, mulheres de minorias religiosas, incluindo cristãs, são especialmente vulneráveis sob o domínio Talibã.

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Rafael Ramos

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