Cuba tira casamento gay da nova Constituição após protestos evangélicos

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Esta semana Cuba apresentou um novo texto em substituição à proposta rejeitada pela maioria das pessoas que participaram das consultas públicas referentes ao artigo 68, que incluía a legalização do casamento gay na nova Constituição do país. Grupos evangélicos e sociedade se uniram para se manifestarem contrários ao projeto.

A descrição, que antes estava como “união de um homem e uma mulher”, foi transformada pelos defensores dos direitos homossexuais em “união de duas pessoas com direitos e obrigações absolutamente iguais”, o que recebeu protestos vigorosos da maioria da população.

Por força da grande mobilização popular e dos grupos evangélicos, o regime comunista hoje presidido por Miguel Diaz-Canel pôs fim à proposta, ao menos por enquanto.

A decisão foi anunciada no Twitter pela Assembleia Nacional de Cuba que diz ter eliminado a linguagem da nova carta “como uma forma de respeitar todas as opiniões”.

Oposições

Com rápido crescimento em Cuba, embora haja restrições e até perseguições por parte do governo comunista, as igrejas evangélicas têm protagonizado o aumento da pressão sobre o governo em oposição a grupos e pessoas que defendem a união homossexual, como Mariela Castro, legisladora e filha do ex-presidente Raul Castro.

Por uma rede social, Mariela disse que embora a linguagem no projeto de Constituição tenha mudado, o direito ao casamento gay não foi eliminado. Segundo ela, a nova proposta substitui a palavra “pessoas” pelo termo “cônjuges” a fim de garantir que “todas as pessoas tenham a possibilidade de acessar a instituição do casamento”.

Os cubanos, que normalmente evitam as críticas abertas ao governo, saíram às ruas para se mostrarem contrários à proposta constitucional que promovia o casamento gay. De acordo com a mídia estatal, os cubanos fizeram 192.408 comentários sobre o artigo 68, que trata do tema casamento homossexual, com a maioria pedindo para eliminá-lo da nova Carta Magna.

Algumas coisas mudaram em Cuba referentes à homossexualidade. Nos anos 60 e 70, o governo comunista, liderado por Fidel Castro, promovia perseguição aos homossexuais e enviava homens gays para campos de trabalho forçado. No entanto, pelo que se viu, a sociedade cubana é conservadora nos valores e capaz de se mobilizar para fazer valer a vontade da maioria.



Fonte: Guia me

Administrador

Administrador

Deixe sua mensagem

ouça a melhor rádio do brasil no seu celular

Portal de comunicação com foco na informação e divulgação de costumes cristãos

Copyright 2021 © Gospel Planet