A dez dias da segunda volta das eleições brasileiras um novo escândalo apresenta-se. Segundo uma investigação do diário Folha de S.paulo, uma quantidade de empresas privadas têm estado financiando a distribuição de propaganda a favor do candidato ultradireitista Jair Bolsonaro através de WhatsApp, por sua capacidade de manipulação nestas eleições levava semanas levantando suspeitas, em sua maior parte na contramão do partido dos trabalhadores (PT). Se chegasse a confirmar, os fatos suporiam um delito eleitoral.

Escândalo! Abre-se investigação na contramão de Bolsonaro por propaganda ilegal realizadas por WhatsApp

  Os comentários durante o período final de campanhas das eleições brasileiras tem sido que WhatsApp têm estado substituindo os jornais como fonte de informação de muitos votantes. Em parte com isto se explica, que no segundo pais do mundo mais enganchado a este aplicativo mostrem um fervor tão repentino pelo ultradireitista Jair Bolsonaro e um ódio tão visceral ao PT.

   Agora o diário Folha de S.paulo, depois de uma investigação, indica de onde prove/provem pelo menos uma porcentagem de toda esta propaganda: de empresas privadas, que, segundo o diário, sempre têm costeado contratos de até 12 milhões de reais ( algo mais de 2,8 milhões de euros), a distribuição contínua de mensagens em prol de Bolsonaro, para manipular ao eleitorado a dez dias do fim das eleições. Isto é conceituado uma forma de financiamento eleitoral de parte das empresas para o candidato, o qual é ilegal.

   Grandes companhias de Brasil, como a corrente de lojas Havan, pagavam serviços de agência de marketing digital como Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market, quem oferecem o que se chama “disparo em massa”: envios da mesma mensagem inúmeras vezes usando diferentes números, já que WhatsApp limita o número de vezes que o mesmo numero pode mandar o mesmo texto.

   No melhor dos casos, os bancos de dados usados poderiam ser do mesmo Bolsonaro ou seu partido. No pior, outras vendidas pelas agências, o que seria outro delito mais: a legislação eleitoral também proíbe a compra de bancos de dados de terceiros. No entanto muitas destas agências estavam tão ocupadas que não podiam aceitar pedidos até após a votação final de 28 de outubro. Folha sugere que é porque tinham previsto fazer uma remessa de envios em massa nos dias prévios a segunda e definitiva cita com as urnas.

   Um exemplo de como funciona a trama: Bolsonaro tem contratada a agência AM4, à qual paga 115.000 reais (27.000 euros), segundo a declaração no Tribunal Eleitoral. AM4 encarrega-se de criar grupos de WhatsApp, supostamente “comitês de conteúdo” para “denunciar notícias falsas”. Mas assegura que, em realidade, criam grupos de WhatsApp usando números estrangeiros gerados com ajuda de sites como TexNow: assim debocham o limite de 256 membros por grupo e de 20 vezes que pode ser reenviado a mesma mensagem.

   Desta maneira nos grupos começa a rodar a maquinaria, ao distribuir conteúdos criados por seguidores de Bolsonaro. O país se infiltra em um deles faz umas semanas e contou mais de mil mensagens diárias, a maioria se conspirações fictícias e acusações falsas. Assim também nestes grupos começa a seleção de usuários: estão os que apoiam a Bolsonaro, quem o criticam e os neutros. Os últimos são o objetivo; os primeiros, o alta voz. E a maquina refina-se com a cada volta, afetando a milhões de pessoas.

   Como é de supor, Bolsonaro tem negado, através de umas declarações de seu advogado ao diário Valor, ter participado em irregularidade alguma. De igual forma fazer o dono de uma das empresas nomeadas pelo diário, Havan, de Luciano Hang, um defensor acérrimo do ultradireitista que já teve que apagar de seu Facebook um vídeo em prol de Bolsonaro, por que tinha pagado à rede social para que chegassem a mais usuários. O Tribunal Eleitoral considerou-o donativo empresarial, algo ilegal.

   Já se pediu a abertura de uma investigação por parte de Fernando Haddad do partido PT, o rival de Bolsonaro na segunda volta eleitoral, e tem anunciado que tomará ações legais. Ainda não se pronunciou ao respeito o Tribunal Eleitoral, no entanto faz pouco avisou que ainda não sabia como lidiar com notícias falsas. Disse-se desde o órgão de justiça que se estava estudando, como lidiar com elas no futuro. Brasil é o país mais propenso do mundo a crer-se a informação falsa, segundo um estudo de Ipsos sobre um total de 27 nações: mais de seis em cada 10 pessoas dava por verdadeira uma informação fictícia.



Fonte: Bibliatodo

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