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“Foi um erro”, comenta Sergio Lopes sobre sua entrada na política

O cantor Sergio Lopes foi entrevistado pelo produtor musical Clemente Magalhães no podcast Papo com Clê. Reconhecido nacionalmente por suas composições poéticas e ricas em melodia, o músico também é advogado e recentemente se candidatou a deputado federal no Rio de Janeiro.

Compositor de mão cheia, com mais de 28 discos solos gravados, Sergio Lopes chegou a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico em junho de 2022. Ficou internado no Rio de Janeiro e teve um distúrbio na fala, perdendo os movimentos do braço e perna direita. Questionado por Clemente Magalhães se sua fé foi abalada, Lopes responde que foi um período muito difícil, mas permaneceu firme.

– Eu tenho minhas questões com relação a esse AVC. Eu estava em uma campanha política e eu não deveria ter entrado nela. Foi um erro. Eu me doei muito nessa campanha e cantava de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. Minha voz estava perfeita, as interpretações maravilhosas. Eu não ficava rouco como eu tenho ficado ultimamente, mas eu estava submetendo a minha voz e o meu corpo a um sacrifício que era desumano – admite.

O cantor explica que saía às 7h para cantar em cultos e seguia nos outros turnos do dia para promover sua candidatura.

– É uma experiência que não quero mais viver novamente. Tive uma votação expressiva, com 22 mil votos, mas eu fui parado pelo AVC. Acredito que Deus teve um propósito com esse AVC, me redirecionar – coloca o cantor que atualmente está recuperado das sequelas causadas pelo acidente.

Sergio Lopes ainda explicou a diferença do mercado gospel da década de 80 para os dias de hoje. De acordo com o poeta, como ele é conhecido, a música religiosa é muito subjetiva.

– A religião reúne pessoas que estão em busca de respostas e a música tem que servir a esse propósito. Digamos que a música seja, se a gente for jogar aberto aqui, sem meias palavras, a música gospel é uma música de autoajuda. Se você pegar hoje as músicas que fazem sucesso nas rádios, são músicas que pegam a pessoa arrebentada e a levam para cima. Que estavam no pó e agora estão no palco, que a ferida que você tem Deus vai te curar. São músicas que procuram trazer as pessoas para o ambiente da cura interior – explana.

Outro assunto abordado pelo cantor é que a famosa canção “O Lamento de Israel” na verdade foi uma canção feita em apenas 20 minutos para preencher um CD.

– Fiz essa música para colocar no final do disco e pensei que ninguém ligaria para ela. Acho que foi a música mais rápida que eu já fiz até hoje. Eu realmente achei que ela não ia fazer sucesso. Então, coloquei ‘para encher linguiça’ e foi a música que estourou, que explodiu e foi orgânico. Até essa música, era cristão pra lá e judeu pra cá. Eu acredito que ela foi um divisor de uma época em que começou a haver uma certa fusão das liturgias judaicas com a liturgia cristã – finaliza o artista explicando que os cristãos começaram a tocar o instrumento shofar em cultos evangélicos.

 

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