Franklin Graham pode ser banido do Reino Unido, após exigência de grupo muçulmano

A principal organização muçulmana do Reino Unido disse que o evangelista norte-americano Franklin Graham deve ter um visto negado ao país por conta de seu seu “ódio” e “fanatismo”. No último domingo (9) o grupo teve a exigência publicada no jornal britânico The Guardian.

“No passado, o governo proibiu indivíduos que afirmam ‘não favoráveis ​​ao bem público’. As declarações de Graham são registradas e demonstram claramente um ódio pelos muçulmanos e outras minorias”, disse o Conselho Islâmico do Reino Unido.

“Esperamos que o governo aplique seus critérios aqui. Se isso não acontecer, estará enviando uma mensagem clara de que não é consistente em desafiar todas as formas de fanatismo”, continua.

Políticos britânicos, incluindo membros do governo, levantaram preocupações sobre Graham ser convidado para pregar em um festival cristão em Blackpool, na Inglaterra, no final de setembro. O líder cristão criticou a sequência de ataques terroristas islâmicos em todo o mundo, e apoiou a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imigração.

O evangelista, que é presidente da Associação Evangelística Billy Graham, negou que esteja planejando pregar o ódio contra muçulmanos ou quaisquer outras minorias.

“Eu não estou vindo para pregar ódio, estou aqui para pregar sobre um salvador, Jesus Cristo, que pode fazer a diferença em nossas vidas se depositarmos nossa fé e confiança Nele”, disse Graham ao premier em uma entrevista em janeiro. “Não estamos aqui para pregar contra ninguém, estamos aqui para falar sobre Deus”.

Gordon Marsden, o parlamentar trabalhista de Blackpool, está planejando escrever para Sajid Javid, o secretário do Interior, pedindo que o visto de Graham seja negado. O evento de Blackpool também provocou uma reação dos grupos LGBT.

Em julho, o Blackpool Transport proibiu anúncios em seus ônibus que promovem o Festival da Esperança, programado para ocorrer entre os dias 21 e 23 de setembro, explicando que recebeu reclamações de que o pregador poderia promover “ódio e homofobia” no evento.



Fonte: Guia me