Considerado terrorista por Estados Unidos e Israel, o Hamas condenou a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Muro das Lamentações, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (01), onde o chefe de Estado brasileiro esteve acompanhado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Embora o Hamas seja considerado um grupo terrorista pelos governos americanos e judeu, o que se encaixa nas atividades realizadas pelo grupo que frequentemente ataca Israel com lançamentos de foguetes sobre seu território, o tratamento dispensado ao Hamas por parte da imprensa não usa essa nomenclatura.

Eles são denominados de forma mais branda ou neutra, geralmente como “grupo palestino” ou “organização islâmica”, mesmo quando as notícias envolvendo o Hamas sejam os temíveis ataques com mísseis sobre a população civil de um país. E estas são a maior parte do noticiário sobre o grupo.

Criado por Ahmed Yassin, que pregava a destruição do Estado israelense, o Hamas é considerado o maior grupo islâmico palestino, braço político e armado, das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. Surgiu em 1987, após a primeira intifada (revolta palestina) contra a ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. 

Por causa de uma divisão entre o Fatah (Movimento de Libertação Nacional da Palestina, fundado em 1959 por Yasser Arafat e Khalil al-Wazir) e o Hamas, que discordavam da coexistência de dois estados – o judeu e o palestino – o Hamas passou a controlar a Faixa de Gaza, a partir de 2007, enquanto o Fatah passou a comandar a Cisjordânia.

Movimento de Resistência Islâmica (sigla em árabe para Hamas), tem como principal alvo realizar ataques a Israel, sendo fortemente combatidos pelo Exército Israelense, que respondem a ataques de foguetes lançados contra o país.

ONU

Na ONU o Hamas parece protegido, já que a organização se recusou a condenar o grupo por ataques contra Israel mesmo a maioria dos países-membros tendo votado, no final do ano passado, pela condenação do Hamas. Sob os procedimentos da Assembleia Geral, a medida não foi oficialmente aprovada.

Foram 87 votos a favor, 57 contra e 33 abstenções para condenar a facção palestina dedicada à destruição de Israel. Mas em uma votação que aconteceu momentos antes, a Assembleia decidiu que a resolução do Hamas precisaria de dois terços das nações presentes para ser aprovada, e os resultados da votação não conseguiram superar o nível exigido.

Ataques contínuos x cessar-fogo

Só em 2019, foram registrados centenas de ataques pelo Hamas ao território israelense. No último dia 29/03, o Hamas anunciou cessar-fogo com Israel após nova escalada de ataques e de um foguete ter atingido uma casa em Tel-Aviv. Os militares indicaram que o foguete que atingiu a casa foi lançado a partir do sul do território palestino e percorreu quase 120 km.

Antes da declaração de cessar-fogo, helicópteros israelenses tinham lançado ao menos três ataques no oeste da Faixa de Gaza, contra uma base do braço armado do Hamas, em resposta ao foguete que feriu sete civis.

De acordo com as autoridades israelenses, na noite de segunda-feira (25/03) foram disparados 30 foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel, e alguns foram interceptados pela defesa antiaérea.



Fonte: Guia me

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