Os milagres são a principal marca do ministério do pastor norte-americano Mike Hutchings. Quase 1.600 pessoas foram curadas de distúrbios provocados pelo estresse pós-traumático através dele e mais de 10 mil pessoas foram curadas de traumas através de sua equipe.

Em mais de 35 anos de ministério pastoral, Hutchings vem treinando líderes, intercessores, capelães e conselheiros para ministrarem cura sobre as pessoas que sofrem com o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT). Atualmente, ele faz parte da equipe da Global Awakening, fundada pelo pastor Randy Clark.

O TEPT é caracterizado pela dificuldade em se recuperar depois de vivenciar um acontecimento assustador, afetando principalmente militares, vítimas de abuso sexual, alvos de acidentes e crimes ou qualquer incidente traumático.

“Minha mensagem principal é simplesmente esta: não importa o trauma que você passou, você não precisa mais ser definido pela sua história”, disse Hutchings ao site Charisma News. “Você pode ser curado em nome de Jesus e permitir que Ele restaure sua alma”.

Hutchings tenta abordar a raiz do trauma, não apenas os sintomas. O trauma é um distúrbio que afeta principalmente o cérebro, que registra as imagens que assombram a vítima.

“Não é como algo do passado. Elas podem ter uma lembrança ou um gatilho, e parece que o trauma está no presente”, explica Hutchings. “Muitas pessoas são capazes de superar seus traumas porque têm resiliência em sua alma, mas há muitas pessoas que carregam traumas com elas”.

Como lidar com o trauma?

Em seu modelo de oração, Hutchings procura oferecer alguns passos para resgatar as pessoas do trauma. O primeiro deles é lembrar a verdadeira identidade originada em Deus.

“Uma das coisas que acontece com pessoas traumatizadas é começar a acreditar na mentira de que o trauma está ligado com sua identidade”, observa o pastor. “Elas se enxergam como alguém com quem ‘as coisas ruins sempre acontecem’. Essa não é a identidade que Deus lhes deu. São filhas e filhos amados que sofreram coisas ruins porque vivem em um mundo destruído”.


Pastor Mike Hutchings durante ministração em igreja nos Estados Unidos. (Foto: Rachel Hutchings)

Em seguida, ele lembra a vítima das promessas de Deus que são apresentadas na Bíblia. Depois, a vítima é conduzida através do processo de perdão, tanto para si mesma como para outras pessoas. Na sequência, a vítima é incentivada a lançar fora toda a dor e culpa associadas ao trauma.

Embora cada passo seja fácil de descrever, o processo pode ser cansativo — especialmente por envolver forças demoníacas. “Grande parte dessa oração é simplesmente declarar as promessas de Deus sobre sua identidade como filho, romper com a vergonha, acabar com a culpa, ajudá-los a perdoar e cancelar a influência demoníaca sobre suas mentes”, explica Hutchings.

“Há um espírito de trauma. Há um espírito de tormento. Há um espírito de medo”, alerta o pastor, esclarecendo que esses espíritos geralmente se manifestam sob a forma de pensamentos e ações suicidas.

“Eles não são possuídos por esses espíritos. Eles simplesmente dão ouvidos a eles”, destaca o pastor. “Quando eles estão recebendo esses pensamentos, eles acham que são seus pensamentos, porque o trauma abre uma porta para o inimigo atormentar as pessoas. Até que aquela ferida da alma seja curada, é como se houvesse uma porta aberta e eles não podem ter controle”.

Como lidar com traumas na igreja?

Dentro das quatro paredes da igreja, muitas pessoas que estão feridas têm medo de falar sobre sua dor. De acordo com Hutchings, isso acontece porque o corpo de Cristo não sabe como lidar com as emoções negativas, especialmente o trauma.

“Nós temos uma tendência de negar isso. Nós colocamos um rosto feliz e não sabemos como criar um ambiente dentro da igreja onde as pessoas realmente são curadas de seus traumas e libertadas”, observa.

Para abordar o trauma, Hutchings diz que a liderança da igreja deve criar uma atmosfera onde as emoções negativas não sejam sufocadas. A atmosfera — seja uma conferência, seminário ou pequeno grupo — deve ser um espaço onde o trauma possa ser discutido abertamente para promover a cura.

Ele ainda observa que os líderes tendem a encorajar aqueles que sofrem dificuldades a se alegrarem, o que pode, na verdade, ser prejudicial. “Na igreja como pastor, temos essa pressão para fazer todo mundo feliz e agir como se tudo estivesse bem quando, na realidade, todo mundo está sangrando”, destaca Hutchings. “Os traumas não são falta de fé, não são pecaminosos”.



Fonte: Guia me

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