Pastor é preso enquanto pregava em área conhecida como reduto LGBT

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A intolerância à mensagem cristã contra a homossexualidade no Canadá tem se tornado crescente. Um pastor evangelista foi preso na última semana por realizar uma reunião de rua para anunciar a mensagem do Evangelho na cidade de Toronto.

David Lynn, 39 anos, foi preso na última terça-feira, 04 de junho, sob acusação de “perturbar a paz” enquanto pregava num bairro conhecido como Gay Village (“vila gay” em tradução do inglês).

De acordo com informações do portal Christian News, a prisão aconteceu na esquina das ruas Church e Wellesley após ativistas LGBT acionarem a Polícia acusando o pastor de homofobia.

“Jesus morreu pelo pecador. Você sabia que toda pessoa é pecadora?”, questionou Lynn durante sua pregação. “Todo heterossexual pecou. Todo homossexual pecou. E o pecado é quando nós violamos as leis de Deus e nos opomos às coisas da fé”, acrescentou ele durante o tumulto.

No dia seguinte à prisão, a Polícia de Toronto emitiu comunicado afirmando que a mensagem do pastor causou “alarme” na comunidade e, por sua vez, atraiu uma “grande multidão hostil”. A maior parte do incidente foi filmada e publicada nas redes sociais pelos manifestantes, assim como pelo ministério Christ’s Forgiveness, do qual Lynn faz parte.

Durante o tumulto, o pastor foi cercado por ativistas com a bandeira do movimento LGBT e cartazes com mensagens como “Se sua religião te ensina a odiar, então você precisa de uma nova religião”.

Mesmo assim, Lynn continuou entregando sua mensagem: “Estou aqui para dizer a vocês que vocês merecem respeito. Cada pessoa é merecedora de respeito”. Em seguida, ele é abordado por um policial, que o pede para parar de usar o microfone. Como ele recusou, terminou detido.

Na manhã do dia seguinte, o pastor David Lynn pagou fiança após ser ouvido no Tribunal de College Park. Uma das condições para sua liberação com fiança foi o compromisso de não comparecer a eventos como a Parada Gay da cidade.

“Eu não fiz nada ilegal”, disse Lynn a repórteres depois que ele foi libertado. “Eu não fui lá para provocar ninguém. Nós fazemos parte de uma turnê em Toronto, onde estamos indo por toda Toronto… Eu não sabia que esse era o primeiro dia do mês do orgulho LBGT”, afirmou.

“O que eu disse é que há esperança para todos e que Deus os ama. Eu repetidamente disse isso. Eu não mergulhei fundo em nenhuma conversa de orientação sexual. Parecia que eles tinham um ‘evento’ esperando por mim, e eles tinham alguma forma de ódio contra mim. E ficou muito claro”, acrescentou o pastor, que já havia sido preso em outra ocasião e liberado sem acusações.

Fonte: Gospel Mais