Porque não se deve ignorar os “vasinhos”

Os “vasinhos”, também chamado de telangiectasias, são veias que variam de 0,1 a 1,0 mm de diâmetro, com coloração que pode alternar entre vermelho e azul. Pode também aparecer como um emaranhado de veias (menor que 0,2 mm e de coloração avermelhada). Entre as queixas mais comuns estão a estética, dor local e pigmentação cutânea.

O aparecimento desses “vasinhos” na perna pode ser o indício de alguma doença vascular e, portanto, além de não poder ignorá-los, deve-se procurar imediatamente um cirurgião vascular.

“Em situações em que os vasinhos estejam acompanhados de veias varicosas, com comprometimento da veia safena, pode-se levar a uma hipertensão venosa e, com o passar do tempo, essa hipertensão pode ocasionar o sofrimento do segmento e abrir úlceras”, alerta o coordenador da cirurgia vascular, Dr. Celso Zafari Nunes.

Antes do diagnóstico, o profissional irá fazer uma anamnese, onde procurará informações sobre tendências familiares, hábitos de vida, doenças do passado, medicamentos de uso regular, alergias, histórico de trombose na família, doenças reumáticas, entre outras. “Somente com esse detalhado estudo, poderemos diagnosticar corretamente e indicar o melhor tratamento”, acrescenta o Dr. Zafari.

Dentre os tratamentos, o mais indicado é a aplicação (escleroterapia), que consiste em injetar uma substância estranha dentro do vaso (esclerosante) levando a trombose e subsequente fibrose desse vaso, fazendo com o que o mesmo desapareça. Muito indicado também é o tratamento com o uso de laser. Porém, em casos mais graves, é necessária a intervenção cirúrgica.

A importância do diagnóstico rápido e preciso é essencial para prevenir que o aumento leve e progressivo desses pequenos vasos ocasione flebites, varicorragias (sangramento das varizes), alterações da cor da pele, úlceras venosas ou mesmo uma trombose.

“Outros fatores para a prevenção de “vasinhos” são: evitar ficar parado muito tempo na mesma posição, manter o peso sempre equilibrado, praticar atividade física com frequência e visitar um angiologista ou cirurgião vascular regularmente”, adverte o Dr. Celso.



Fonte: Guia-me