Regime comunista da China implanta regras para fechar igrejas

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Desde 2013, quando Xi Jinping chegou ao poder, a China vem passando por um processo de perseguição religiosa aos cristãos cada vez mais gradual, dado o crescimento do cristianismo no país, somando um número de cristãos que pode chegar a 100 milhões de habitantes.

A maioria desses cristãos, no entanto, vivem o cristianismo de forma “clandestina”, isto é, secreta, por causa do Partido Comunista Chinês (PCC), que não autoriza o exercício religioso de nenhuma religião na China, sem a sua devida autorização.

Ocorre que para obter tal autorização, os líderes religiosos, no caso os pastores, precisam submeter o conteúdo das suas pregações (textos) às autoridades comunistas da sua região, para serem aprovados.

Crianças não podem frequentar os cultos e se houver alguma disciplina, doutrina e práticas que o PCC considere ameaças ao regime, a igreja e seus líderes são proibidos de exercer tais práticas e anunciar a fé em Cristo. Ou seja, na prática, igrejas “legais” no país são igrejas moldadas aos interesses do regime comunista chines.

Visando acirrar ainda mais essa regra em todo país, o Partido Comunista da China está fazendo uma campanha visando fechar todas às igrejas “clandestinas”. Para tanto, toda denominação que não integrar o grupo Three-Self (Três Seres), órgão estatal responsável pelo controle religioso no país, sofrerá severas punições.

“O objetivo é desmantelar o crescimento [da igrejas], dissolver a organização e eliminar o cristianismo”, informou a organização International Christian Concern (ICC). A campanha denominada Return to Zero (Retorno a zero) teve início em abril passado.

“Até agora, as igrejas em todo o país tem sido oprimidas com diferentes táticas pelo governo local, com o objetivo de forçá-las a se juntarem à Three-Self ou parar suas atividades”, disse um estudioso cristão da ICC, que por motivos óbvios preferiu não ter o seu nome revelado.

“Aqueles que recusarem serão banidos ou terão que fechar suas igrejas. Para as grandes redes de igrejas domésticas, a atitude do governo é atacá-las e destruí-las com firmeza”, completou, segundo informações do Christian Headlines.



Fonte: Gospel Mais