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“Se o céu fosse feito para o Estado Islâmico, eu escolheria o inferno”

Às consequências dos ataques promovidos pelo Estado Islâmico em diversos países do mundo são várias. Além das mortes e do terror que até hoje afetam milhares de famílias, o trauma emocional entre os próprios muçulmanos também é uma realidade, especialmente após entenderem a Verdade acerca de Deus e dos Evangelhos cristãos.

Muitos deles decidiram abandonar o islamismo e entregar suas vidas a Jesus Cristo. Não foram os cristãos os responsáveis por essas conversões, mas a própria intolerância da doutrina islâmica praticada por alguns grupos.

“Se o EI representa o Islã, eu não quero mais ser muçulmano. O deus deles não é o meu Deus”, disse Farhad Jasim, de 23 anos, que atualmente frequenta uma igreja evangélica na Síria, conhecida como a “Igreja dos Irmãos”, segundo a NBC News.

“A maioria dos irmãos se converteram ou vieram à igreja como resultado do que o Estado Islâmico fez com eles e suas famílias”, disse Omar, que administra a igreja. O pastor, porém, não quis dar entrevistas com receio da perseguição.

“Ninguém é forçado a se converter. Nossa arma é a oração, compartilhar o espírito de amor, fraternidade e tolerância”, acrescenta, explicando que até hoje impera na Síria, onde fica a comunidade, leis que punem os que abandonam o islamismo.

Geralmente os convertidos são banidos por suas famílias e de suas casas. Eles sofrem consequência sociais e psicológicas. “Mesmo sob o regime sírio antes da revolução, era estritamente proibido mudar a religião do Islã para o cristianismo ou outra”, disse Omar.

Firas, outro membro da congregação que também não teve o sobrenome revelado por motivo de segurança, também disse ter visto barbaridades que o fizeram enxergar o contraste entre a revelação de Deus, através de Cristo, e uma doutrina feita por homens.

“Eu vi homens e adolescentes sendo chicoteados nas ruas porque foram pegos fumando. Eu vi cadáveres de jovens sendo jogados de prédios altos por serem gays”, disse ele, referindo-se aos dias do Ramadã, em que os muçulmanos devem obedecer determinadas regras.

“Se o céu fosse feito para o EI e sua crença, eu escolheria o inferno para mim, em vez de estar novamente com eles no mesmo lugar, mesmo que seja o paraíso”, finaliza Firas.

 



Fonte: Gospel Mais

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