Símbolos da Páscoa – Pregações e Estudos Bíblicos

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“Celebrai a páscoa ao Senhor vosso Deus,
como está escrito neste livro do pacto”. II Reis 23.21

   Para os
cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a
Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. Por isso, a Páscoa deve ser considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, celebrada dignamente com alegria. 

   Uma forma de celebrar, no sentido de ‘se lembrar’ é através dos símbolos que tê uma função didática de ensinar e recordar fatos impostantes. Contudo precisamos tomar cuidado para não usar símbolos errados ou de forma incorreta.

   Infelizmente, esta
data na maioria das vezes, é lembrada pelas famílias, inclusive cristãs, apenas
pela distribuição de coelhos e ovos de chocolate, ou porque desconhecem o seu
verdadeiro significado bíblico, ou porque preferem fazer-se de “inocentes”, a
fim de evitarem maiores conflitos com os filhos, amigos ou familiares, que
sempre insistem em dizer: “não há nenhum problema…”; “são apenas símbolos
inocentes…”; “afinal de contas, todos praticam desta forma…”.

 Você conhece os símbolos da páscoa?

Vejamos os símbolos falsos, os adaptados e os verdadeiros símbolos da páscoa:

I – A PÁSCOA E SEUS PSEUDO-SÍMBOLOS (falsos)

a) Ovos de chocolate

De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o
mais esperado pelas crianças.

Os chineses já
costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como
referência à renovação da vida. Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais
conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo
gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Pintar ovos
com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pela igreja
católica, no século XVIII. A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos
de chocolate pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal,
por alguns cristãos, no período da quaresma. Com o surgimento da indústria do
chocolate, em 1830, na Inglaterra o consumo de ovos de chocolate aumentou.

b) O coelho

Por
sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É
que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão
de propagar a palavra de Deus a todos os povos.

Historiadores
retratam o surgimento do coelho como símbolo a partir de festividades
praticadas anualmente pelos egípcios no início da primavera, que utilizavam o
animal como representação de nascimento e nova vida.

Ao longo da
história observamos que o coelho passou a ocupar o status de símbolo máximo na
festa da Páscoa, em detrimento daquele que deveria estar no centro das
atenções, Jesus Cristo, o CORDEIRO de Deus. Vale lembrar que no Antigo
Testamento bíblico, o coelho era tido como animal impuro (Levítico
11.26
).

c) A quaresmeira

Muito representada pelas flores roxas chamadas
quaresmeira que são comuns neste período.

A palavra
Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de
quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de
Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o
século IV.

Na Quaresma,
que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa,
os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para jejum
especialmente de carne como lembrança dos quarenta dias de jejum de Jesus no
deserto.

II – A PÁSCOA E SEUS PROTO-SÍMBOLOS (adaptações)

a) GIRASSOL

Outro
símbolo da páscoa é o girassol. Para o girassol sobreviver, ele precisa ter a
sua corola voltada para o sol, do nascente ao poente. O girassol sempre
acompanha o percurso do sol. Ele precisa da sua luz.

O símbolo do
girassol nos quer ensinar que devemos estar voltados para o Senhor e viver
conforme o seu exemplo. Assim como o girassol sempre está voltado para o sol,
nós podemos estar sempre vivendo conforme a vontade de Cristo.

b) Colomba Pascal

O bolo em forma de “pomba da
paz” significa a vinda do Espírito Santo que aconteceu depois da páscoa.

Diz uma lenda
que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro
teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua
vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.

c) Ovo cozido ou frito

Há muito tempo as pessoas davam ovos de
verdade, pois os cristãos trocavam alimentos como presentes. O ovo escondeu uma
nova vida dentro dele, assim como o sepulcro de Jesus ocultava uma VIDA NOVA
que apareceu na noite pascal. A vida está intimamente ligada ao ovo, sendo
grande parte dos seres provenientes de um ovo fecundado (óvulo).

d) O Peixe

e) A borboleta

A borboleta também é um símbolo devido
as suas diversas fases de transformação, desde os primeiros estágios dos ovos,
larvas, casulo e, enfim, uma borboleta com cores vivas e livre para voar. Assim
serve como figura para lembrar a ressurreição.

f) A pipoca

A transformação do milho duro em pipoca
macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que
eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca somos nós: duros,
quebra-dentes, impróprios para comer.

Mas a
transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa
pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim
acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo
fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.

III – A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS VERDADEIROS

a) CORDEIRO

O cordeiro é o símbolo mais antigo da
Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre Deus e o povo judeu na páscoa da
antiga lei. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão
dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.

Para os
cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado
na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: “morrendo,
destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida”. É a nova
Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com
todos os povos.

Não é mais
preciso tingir os umbrais das portas com o sangue do cordeiro, (Êxodo 12), mas
Cristo mesmo se dá em pão e vinho, na Santa Ceia, (Lucas
22,14
) apagando os pecados daqueles que o buscam e o adoram (João 1.29).

b) PÃO E VINHO

O
pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum
para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos
mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa
vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a
sua criatura e sua presença no meio de nós.

A instituição
da Ceia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos
seus discípulos dizendo: “Tomai e comei, este é o meu corpo… Este é o
meu sangue…”. O Senhor “instituiu o sacrifício eucarístico do seu
Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos
séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o
memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade,
vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se
cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura”.

A páscoa
judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.

Hoje,
comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição (Mateus 26.26).

c) Cruz vazia ou túmulo vazio

 Para os cristãos a cruz vazia não é adorno ou
objeto de adoração mas um símbolo da morte e principalmente da RESSURREIÇÃO de
Jesus. Da mesma maneira a figura de um túmulo aberto e vazio é usada para
representar isso.

-CONCLUSÃO:

Mas, como agir
com nossos filhos, que estão inseridos numa cultura que quase sempre valoriza
apenas o imediato? Como podemos nos posicionar contra um valor, muitas vezes
alimentado pela nossa sociedade, que não tem nada a ver com os valores
cristãos?

Amados, se
temos a consciência de que ovos e coelhos de chocolate nada têm a ver com a
celebração da Páscoa, como homens e mulheres de Deus temos que nos posicionar
incutindo a verdade nos corações dos nossos filhos. É claro que precisamos agir
com sabedoria perante os familiares que não conhecem a Palavra de Deus, que em
momentos assim presenteiam os nossos filhos, com a melhor das intenções.

Outro lugar
onde a pressão é grande sobre os nossos filhos é na escola, através dos amigos
e até mesmo dos professores. Sendo assim, se necessário for, dê a eles uma
barra de chocolate para que saciem sua vontade. Uma coisa é ganharmos algo dado
com carinho por alguém que não possui o entendimento bíblico e outra é nós
mesmos nos tornarmos cúmplices e propagadores de uma mentira como se fosse
verdade (Isaías
5.20,21
), vivendo uma
vida de faz-de-conta!





Fonte: Esboço de Sermões