Vítimas do Estado Islâmico retornam para suas famílias após cativeiro

A derrota do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria tem trazido mutanças para o país nos últimos meses, e a principal diz respeito ao retorno de pessoas que haviam sido sequestradas pelos extremistas e mantidas em cativeiro durante todo esse tempo.

No último domingo (21) apenas a cidade de Homs pode comemorar o retorno de 26 reféns. Os moradores se juntaram e organizaram uma recepção calorosa para receber os sobreviventes, que emocionados correram para abraçar seus familiares.

Ao todo, 70 pessoas foram sequestradas em 21 de outubro passado e depois levadas para um deserto localizado na cidade de al-Qaryatayn, onde lá ficaram em cativeiro. Nas últimas incursões do Exército Americano, porém, o controle territorial do Estado Islâmico foi perdido, permitindo que os reféns conseguissem escapar, segundo a Reuters.

O presidente americano, Donald Trump, chegou a comemorar a vitória sobre o EI em uma mensagem publicada em dezembro passado. “Nós estivemos lutando por um longo período na Síria […] e nós vencemos contra o Estado Islâmico […] Recuperamos o território e agora é hora de nossas tropas voltarem para casa”, disse ele.

Apesar disso, a ideologia jihadista islâmica continua existindo, o que preocupa os cristãos sírios e outras minorias que vivem no país, especialmente após o anúncio da retirada das tropas americanas da região.

“Pode haver um grande potencial de genocídio se esse governo não for protegido. Quando o presidente Trump anunciou a decisão de retirar as tropas do nordeste da Síria, imediatamente, a Turquia, a Rússia e o Irã se concentraram no Nordeste da Síria”, escreveu Rick Ridings, do ministério internacional Succat Hallel.

Ele citou os países aliados de regimes nacionalistas islâmicos, como o Irã e à Turquia, como potenciais ameaças à Israel e também para a Síria, após a saída dos norte-americanos da região.

Mesmo assim, enquanto os desdobramentos políticos vão ocorrendo na região, famílias inteiras comemoram o retorno dos seus familiares, o que já é um grande avanço, visto que todos os sobreviventes agora são testemunhas vivas do quanto o terrorismo é cruel e contrasta completamente com o verdadeiro amor de Deus.



Fonte: Gospel Mais